Zefón te arrasta numa narrativa de ritmo eletrizante. Vc é capaz de devorar os 2 (dois) volumes em poucos dias.
O 1º Volume "A Sombra do Vento" passa em Barcelona após a Guerra de 1945 - ambientada no regime franquista . Daniel Sempere é levado por seu pai a um misterioso lugar no coração do centro histórico: o Cemitério dos Livros Esquecidos. Lá, o menino encontra A Sobra do Vento, livro maldito que mudará o rumo de sua vida e o arrastará para um labirinto de aventuras repleto de segredos e intrigas enterrados na alma obscura da cidade. A busca por pistas do desaparecido autor do livro - Julián Curax - que o fascina transformará Daniel em homem ao inicia-lo no mundo do amor, do sexo e da literatura. Na narrativa encontraremos referência aos romances de aventuras de Alexandre Dumas, a novela gótica de Edgar Allan Poe e os folhetins amorosos de Victor Hugo.
O 2º Volume "O Prisioneiro do Céu" é a continuação de A Sombra do Vento. Na Barcelona - 1957, Daniel Sempere e seu amigo Fermín têm um longo desafio para enfrentarem em suas vidas. Logo quando tudo começava a dar certo para eles, um personagem inquietante visita a livraria de Sempere e ameaça revelar um terrível segredo que permanecia enterrado há duas décadas no fundo da memória da cidade. Ao descobrir a verdade, Daniel compreenderá que o destino o arrastará na direção de um confronto inevitável com a maior sombras: aquela que cresce dentro dele.
Fui professor um tempinhho. Lecionei História e Geografia. Sou pedagogo. Atualmente sou Coordenador Pedagógico de Educação Infantil. Você está convidado a conhecer um pouco do meu trabalho e das coisas que curto muito. Cinema, literatura brasileira e estrangeira, exposições de arte em geral, música - jazz, blues, MPB, rock; praia, plantas,casa de amigos, fotografia. Ah, temas que tratam da espiritualidade!
domingo, 6 de janeiro de 2013
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Lúcia Hiratsuka - escritora e ilustradora
Quem é Lúcia Hiratsuka?
Lúcia Hiratsuka nasceu em Duartina e mora em São Paulo desde os 16 anos. Depois de se formar em Artes Plásticas, pesquisou sobre os livros ilustrados na Universidade de Educação de Fukuoka no Japão (1988-89). Escreve e ilustra os seus livros, sendo que uma parte do trabalho é voltada para a pesquisa de mitos e lendas do Japão. Muitas dessas histórias ouvia na infância pela voz da avó.
Eu - Jean Carlo tive muita alegria de estar pessoalmente com ela na tarde do dia 14/11/2012, para celebrarmos o III PROJETO "VOCÊ É O AUTOR". Batemos um longo papo e ainda ela fez uma linda ilustração "bambu" usando a técnica sumiê.

Todas as ilustrações de suas obras são utilizadas a técnica SIMIÊ - pintura milenar chinesa.
* A palavra sumie significa “pintura a tinta” em português e consiste numa técnica de pintura em preto-e-branco originada em mosteiros budistas da China durante a dinastia Sung (960-1274). Adotando esses princípios, o sumiê exerce uma dicotomia interessante. Preto-e-branco, concreto e abstrato, água e terra, controle e espontaneidade são manifestações presentes nessa arte, que, a partir do século XV, passou a retratar também pássaros, flores e paisagens.

Autora de Muli (Ed. DCL) e Histórias Tecidas em Seda (Cortez Editora), Lúcia Hiratsuka trabalha e conversa no ritmo da beleza que é seu trabalho: cheio de simplicidade e delicadeza.
A menina que quando criança gostava de ler ou ouvir histórias que me provocavam medo, tristeza, riso, “ou simplesmente despertassem uma curiosidade ou encantamento”, tornou-se uma premiada e renomada escritora e ilustradora de livros infantis. Das artes plásticas ela foi feliz para o fazer histórias, após conhecer a ilustradora Eva Furnari.
Veja o que ela conta mais sobre si mesma e o lançamento de Muli, uma história linda com monstros que não são nada assustadores, mas que nos dão muito o que pensar.
CRESCER: Você teve a ideia de Muli há algum tempo, não foi? Como aconteceu?
Lúcia Hiratsuka: Faz mais de cinco anos, acho que a primeira imagem que me veio foi a de um monstro engolindo uma semente. Uma imagem puxa outra. Então, veio a imagem de uma planta nascendo na barriga do monstrinho. No começo esse personagem era muito tímido, vivia querendo se esconder porque não tinha a barriga peluda como os outros... foi assim o ponto de partida. Depois, o Muli já não era tão tímido tanto quanto eu pensava.
C: Sabemos que a literatura infantil é algo que não precisa ter uma função - muito menos pedagógica. Mas qual foi a intenção que você tinha com o livro, ou o que você achou que iria provocar nos leitores quando viu ele pronto, em suas mãos?
L. H.: Quando a história estava mais ou menos pronta, eu senti que ela podia ser bem lúdica e poética. E a ilustração ia ajudar nisso. E me diverti desenhando o monstrinho bravo, triste, espantado, ele usando chinelo, virando cambalhota, o pai lendo jornal e tomando café, a irmã com fita, o cenário de pedra e areia, as moradias ... Quero que os leitores se divirtam e ficaria mais feliz ainda se conseguir instigar a imaginação das crianças, o que não é difícil, pois elas são muito criativas por natureza. Então, vai um desafio — o que mais esses monstrinhos aprontam no dia a dia?
C.: As crianças precisam falar de seus medos? A literatura é uma maneira?
L. H.: Acredito que, tanto para a criança, quanto para o adulto, falar de medo é uma forma de enfrentá-los. O medo que não tem uma cara é o mais assustador. Por isso o monstro sempre esteve presente desde a narrativa oral, em todas as culturas. Quando eu era criança gostava de ler ou ouvir histórias que me provocavam medo, tristeza, riso, ou simplesmente despertassem uma curiosidade ou encantamento. Acho que o livro pode ser uma maneira de vivenciar essas emoções. No caso do MULI, o livro não é para causar medo, mas é de um monstrinho que tem os seus medos, bem parecido com a gente.
C.: Qual é o seu processo de trabalho (todos nós, leitores, sempre temos esta curiosidade, não?). Você ilustra e escreve ao mesmo tempo?
L. H.: Houve época em que eu procurava histórias. Quanto mais eu queria uma história extraordinária, parecia que tudo já tinha sido contado. Aos poucos percebi que as histórias estão muito perto da gente. Comecei a encontrá-los dentro de mim, nos meus sentimentos, nos meus encantos, espantos, dúvidas, nas minhas brincadeiras de infância, ou num episódio contado por minha família. Coisas simples, mas que se transformam e viram uma história bacana. Não publico tudo o que escrevo, existem textos que ficam guardados para sempre.
Em geral, eu escrevo primeiro e depois ilustro. E, na hora de ilustrar, o texto vai tomando o formato final. Se consigo mostrar uma cena com o desenho, posso até cortar o texto, ou mudar. Isso é o mais gostoso, ficar jogando com texto e desenho. Mas tenho histórias contadas só com imagens e outros em que o texto é mais independente.
C.: Hoje a oferta de livros infantis é extensa. Qual o maior desafio de criar e assinar um bom livro para crianças?
L. H.: Para o autor, antes de tudo, acho importante estudar muito. Não publicar tudo, selecionar, tentar amadurecer devagar. E encontrar o seu melhor. A nossa vivência é única, como uma impressão digital. Isso não significa contar a sua vida. Pode ser total ficção. Mas ser verdadeiro.
C.: Quem ou que tipo de arte mais inspira você?
L. H.: Nesses últimos tempos, gosto de olhar desenhos em grafite. E eu tenho me inspirado muito no sumiê (uma técnica japonesa), nas pinceladas, na simplicidade e naturalidade.
C.: Você pode contar um pouco sobre sua trajetória? Desde quando publica livros para crianças? Quem nasceu primeiro: a ilustradora ou a escritora?
L. H.: Eu era recém formada em Artes Plásticas quando conheci a Eva Furnari. E descobri que eu poderia juntar o que mais gostava, desenhar e inventar histórias. Era o meu desejo desde criança, vivia rabiscando no chão do quintal ou na tulha onde meu pai espalhava café. Para conseguir o meu primeiro trabalho de ilustração, escrevi e ilustrei uma história, montei um livro e foi aceito por uma editora.
C.: Quando isso aconteceu?
L. H.: Esse livro não está mais em catálogo, mas foi importante para começar, aconteceu mais ou menos em 1984. Depois vieram alguns outros livros, mas continuei estudando — pintura, gravura, desenho, texto. Em 1988 fui para o Japão estudar sobre livros ilustrados no Japão. Fiquei um ano, voltei para o Brasil e lancei vários livros, alguns são recontos de lendas japonesas que eu ouvia da minha avó. Outros são de ficção. Ganhei alguns prêmios importantes e participei de muitas exposições, continuo aprendendo sempre e quero trabalhar com livros sempre.
C.: E para o futuro? Quais são as novidades que você está "aprontando" para a Bienal?
L. H.: Pretendo publicar várias histórias inspiradas na minha infância que passei num sítio, no interior de São Paulo. São histórias que tem como ponto de partida o imaginário da criança, as brincadeiras, as descobertas simples num quintal, no jardim, ou então os primeiros conflitos com a família, com amigos, com bichos... essas coisas que acontecem com todo mundo. Acho que mais dois livros saem para a Bienal.
Lúcia Hiratsuka nasceu em Duartina e mora em São Paulo desde os 16 anos. Depois de se formar em Artes Plásticas, pesquisou sobre os livros ilustrados na Universidade de Educação de Fukuoka no Japão (1988-89). Escreve e ilustra os seus livros, sendo que uma parte do trabalho é voltada para a pesquisa de mitos e lendas do Japão. Muitas dessas histórias ouvia na infância pela voz da avó.
Eu - Jean Carlo tive muita alegria de estar pessoalmente com ela na tarde do dia 14/11/2012, para celebrarmos o III PROJETO "VOCÊ É O AUTOR". Batemos um longo papo e ainda ela fez uma linda ilustração "bambu" usando a técnica sumiê.
Todas as ilustrações de suas obras são utilizadas a técnica SIMIÊ - pintura milenar chinesa.
* A palavra sumie significa “pintura a tinta” em português e consiste numa técnica de pintura em preto-e-branco originada em mosteiros budistas da China durante a dinastia Sung (960-1274). Adotando esses princípios, o sumiê exerce uma dicotomia interessante. Preto-e-branco, concreto e abstrato, água e terra, controle e espontaneidade são manifestações presentes nessa arte, que, a partir do século XV, passou a retratar também pássaros, flores e paisagens.
Autora de Muli (Ed. DCL) e Histórias Tecidas em Seda (Cortez Editora), Lúcia Hiratsuka trabalha e conversa no ritmo da beleza que é seu trabalho: cheio de simplicidade e delicadeza.
A menina que quando criança gostava de ler ou ouvir histórias que me provocavam medo, tristeza, riso, “ou simplesmente despertassem uma curiosidade ou encantamento”, tornou-se uma premiada e renomada escritora e ilustradora de livros infantis. Das artes plásticas ela foi feliz para o fazer histórias, após conhecer a ilustradora Eva Furnari.
Veja o que ela conta mais sobre si mesma e o lançamento de Muli, uma história linda com monstros que não são nada assustadores, mas que nos dão muito o que pensar.
CRESCER: Você teve a ideia de Muli há algum tempo, não foi? Como aconteceu?
Lúcia Hiratsuka: Faz mais de cinco anos, acho que a primeira imagem que me veio foi a de um monstro engolindo uma semente. Uma imagem puxa outra. Então, veio a imagem de uma planta nascendo na barriga do monstrinho. No começo esse personagem era muito tímido, vivia querendo se esconder porque não tinha a barriga peluda como os outros... foi assim o ponto de partida. Depois, o Muli já não era tão tímido tanto quanto eu pensava.
C: Sabemos que a literatura infantil é algo que não precisa ter uma função - muito menos pedagógica. Mas qual foi a intenção que você tinha com o livro, ou o que você achou que iria provocar nos leitores quando viu ele pronto, em suas mãos?
L. H.: Quando a história estava mais ou menos pronta, eu senti que ela podia ser bem lúdica e poética. E a ilustração ia ajudar nisso. E me diverti desenhando o monstrinho bravo, triste, espantado, ele usando chinelo, virando cambalhota, o pai lendo jornal e tomando café, a irmã com fita, o cenário de pedra e areia, as moradias ... Quero que os leitores se divirtam e ficaria mais feliz ainda se conseguir instigar a imaginação das crianças, o que não é difícil, pois elas são muito criativas por natureza. Então, vai um desafio — o que mais esses monstrinhos aprontam no dia a dia?
C.: As crianças precisam falar de seus medos? A literatura é uma maneira?
L. H.: Acredito que, tanto para a criança, quanto para o adulto, falar de medo é uma forma de enfrentá-los. O medo que não tem uma cara é o mais assustador. Por isso o monstro sempre esteve presente desde a narrativa oral, em todas as culturas. Quando eu era criança gostava de ler ou ouvir histórias que me provocavam medo, tristeza, riso, ou simplesmente despertassem uma curiosidade ou encantamento. Acho que o livro pode ser uma maneira de vivenciar essas emoções. No caso do MULI, o livro não é para causar medo, mas é de um monstrinho que tem os seus medos, bem parecido com a gente.
C.: Qual é o seu processo de trabalho (todos nós, leitores, sempre temos esta curiosidade, não?). Você ilustra e escreve ao mesmo tempo?
L. H.: Houve época em que eu procurava histórias. Quanto mais eu queria uma história extraordinária, parecia que tudo já tinha sido contado. Aos poucos percebi que as histórias estão muito perto da gente. Comecei a encontrá-los dentro de mim, nos meus sentimentos, nos meus encantos, espantos, dúvidas, nas minhas brincadeiras de infância, ou num episódio contado por minha família. Coisas simples, mas que se transformam e viram uma história bacana. Não publico tudo o que escrevo, existem textos que ficam guardados para sempre.
Em geral, eu escrevo primeiro e depois ilustro. E, na hora de ilustrar, o texto vai tomando o formato final. Se consigo mostrar uma cena com o desenho, posso até cortar o texto, ou mudar. Isso é o mais gostoso, ficar jogando com texto e desenho. Mas tenho histórias contadas só com imagens e outros em que o texto é mais independente.
C.: Hoje a oferta de livros infantis é extensa. Qual o maior desafio de criar e assinar um bom livro para crianças?
L. H.: Para o autor, antes de tudo, acho importante estudar muito. Não publicar tudo, selecionar, tentar amadurecer devagar. E encontrar o seu melhor. A nossa vivência é única, como uma impressão digital. Isso não significa contar a sua vida. Pode ser total ficção. Mas ser verdadeiro.
C.: Quem ou que tipo de arte mais inspira você?
L. H.: Nesses últimos tempos, gosto de olhar desenhos em grafite. E eu tenho me inspirado muito no sumiê (uma técnica japonesa), nas pinceladas, na simplicidade e naturalidade.
C.: Você pode contar um pouco sobre sua trajetória? Desde quando publica livros para crianças? Quem nasceu primeiro: a ilustradora ou a escritora?
L. H.: Eu era recém formada em Artes Plásticas quando conheci a Eva Furnari. E descobri que eu poderia juntar o que mais gostava, desenhar e inventar histórias. Era o meu desejo desde criança, vivia rabiscando no chão do quintal ou na tulha onde meu pai espalhava café. Para conseguir o meu primeiro trabalho de ilustração, escrevi e ilustrei uma história, montei um livro e foi aceito por uma editora.
C.: Quando isso aconteceu?
L. H.: Esse livro não está mais em catálogo, mas foi importante para começar, aconteceu mais ou menos em 1984. Depois vieram alguns outros livros, mas continuei estudando — pintura, gravura, desenho, texto. Em 1988 fui para o Japão estudar sobre livros ilustrados no Japão. Fiquei um ano, voltei para o Brasil e lancei vários livros, alguns são recontos de lendas japonesas que eu ouvia da minha avó. Outros são de ficção. Ganhei alguns prêmios importantes e participei de muitas exposições, continuo aprendendo sempre e quero trabalhar com livros sempre.
C.: E para o futuro? Quais são as novidades que você está "aprontando" para a Bienal?
L. H.: Pretendo publicar várias histórias inspiradas na minha infância que passei num sítio, no interior de São Paulo. São histórias que tem como ponto de partida o imaginário da criança, as brincadeiras, as descobertas simples num quintal, no jardim, ou então os primeiros conflitos com a família, com amigos, com bichos... essas coisas que acontecem com todo mundo. Acho que mais dois livros saem para a Bienal.
domingo, 16 de setembro de 2012
Patrícia Melo é a Agatha Christie brasileira
Quem é Patrícia Melo? Por que gosto dessa escritora e seu estilo de escrever?
Patrícia Melo (Assis, 2 de outubro de 1962) é uma escritora brasileira. Escreve principalmente obras policiais, conhecida por seus livros dedicados a analisar a mente de criminosos[1]. É casada com o maestro John Neschling.
Em 2001, ganhou o Prêmio Jabuti de Literatura por seu trabalho em "Inferno". No mesmo ano, havia iniciado no teatro trabalhos com a peça "Duas Mulheres e um Cadáver"[2]. Voltaria ao teatro em 2003, com a peça "A Caixa"[2]
Na televisão, Patrícia acumulou dois trabalhos: a minissérie "Colônia Cecília", que foi ao ar em 1989 na Rede Bandeirantes e "A Banqueira do Povo", produção portuguesa exibida em 1993.
No cinema, ficou conhecida por adaptar o livro Bufo & Spallanzani, de Rubem Fonseca para o cinema. Curiosamente, Rubem Fonseca seria responsável por adaptar seu romance Matador para o cinema em 2003, no filme O Homem do Ano.
Em 2009 a autora levou toda sua obra para a Editora Rocco, onde os sete livros lançados pela Companhia das Letras serão relançados ano a ano[3]. A autora afirma que deixa CIA das Letras sem mágoas.
Livros da escritora:
Patrícia Melo (Assis, 2 de outubro de 1962) é uma escritora brasileira. Escreve principalmente obras policiais, conhecida por seus livros dedicados a analisar a mente de criminosos[1]. É casada com o maestro John Neschling.
Em 2001, ganhou o Prêmio Jabuti de Literatura por seu trabalho em "Inferno". No mesmo ano, havia iniciado no teatro trabalhos com a peça "Duas Mulheres e um Cadáver"[2]. Voltaria ao teatro em 2003, com a peça "A Caixa"[2]
Na televisão, Patrícia acumulou dois trabalhos: a minissérie "Colônia Cecília", que foi ao ar em 1989 na Rede Bandeirantes e "A Banqueira do Povo", produção portuguesa exibida em 1993.
No cinema, ficou conhecida por adaptar o livro Bufo & Spallanzani, de Rubem Fonseca para o cinema. Curiosamente, Rubem Fonseca seria responsável por adaptar seu romance Matador para o cinema em 2003, no filme O Homem do Ano.
Em 2009 a autora levou toda sua obra para a Editora Rocco, onde os sete livros lançados pela Companhia das Letras serão relançados ano a ano[3]. A autora afirma que deixa CIA das Letras sem mágoas.
Livros da escritora:
| Ano de Lançamento | Livro | Editora |
|---|---|---|
| 1994/2009 | Acqua Toffana | Companhia das Letras/Rocco |
| 1995/2008/2009 | O Matador | Companhia das Letras/Companhia de Bolso/Rocco |
| 1998/2010 | Elogio da Mentira | Companhia das Letras/Rocco |
| 2000/2010 | Inferno | Companhia das Letras/Rocco |
| 2003/2010 | Valsa Negra | Companhia das Letras/Rocco |
| 2006/2010 | Mundo Perdido | Companhia das Letras/Rocco |
| 2008/2009 | Jonas, o Copromanta | Companhia das Letras/Rocco |
| 2009 | Aranha Dailili[4] | Zit Editora[5] |
| 2009 | A Viagem de Filomena[6] | Zit Editora[7] |
| 2010 | Ladrão de Cadáveres | Rocco |
| 2011 | Escrevendo no escuro |
Patrícia Melo faz parte da lista de escritores contemporâneos que utiliza como
matéria-prima o cotidiano caótico dos grandes centros urbanos. A presente
dissertação busca localizar os romances
Acqua toffana (1994) e O matador (1995)
padrões sociais de conduta.
na história literária, a partir do diálogo que estabelecem com o romance policial, o
romance-reportagem e os escritos de Rubem Fonseca. Também é uma análise
comparativa da formação da visão de mundo das personagens principais dos dois
livros, ressaltando, além da fragmentação, a influência do sistema televisivo. Ainda
comparativamente, o trabalho evidencia como a violência física é utilizada pelas
personagens como produto de consumo, meio de aceitação ou forma de quebrar
padrões sociais de conduta.
sábado, 25 de agosto de 2012
FRANÇOISE DOLTO - por quê ler "Os caminhos da educação"?
Livro: "Os caminhos da educação"
Ler Françoise Dolto hoje, nestes artigos e conferências reunidos nesse livro, é encontrá-la livre, admirável, contemporânea. É sentir a força de uma ética que impele a se dirigir a todos, pais e educadores, defendendo a causa das crianças e colocando as aquisições da psicanálise a serviço da educação.
Prática, ela nos fala das crianças que encontrou em sua vida profissional e privada, enfrentando a realidade, em situações familiares que afetam seu equilíbrio: a chegada do irmão caçula, a separação ou odivórcio dos pias, o filho adotivo, o luto, os castigos, a idade dos pais, como formar a consciência de nosssos filhos, o significado do dinheiro, do roubo, os perigos da educação religiosa, das mães que se encontram nos predisiários (Fleury-Mérogis), o fracasso escolar...
Atenta, ela no põe na escuta das palavras, dos gestos, dos comportamentos, dos sinais que traduzem os sofrimentos infantis. Ela defende que jamais os adultos, sobretudo os pais devem mentir às suas crianças. Sempre dizer a verdade. Isso ajudará muito a criança a lidar melhor com a dor e o sofrimento.
Lembra-nos que a criança é "um ser linguagem, e que muitas das dificuldades encontram sua solução quando lhe são explicadas no momento adequado de seu desenvolvimento".
"Educar é suscitar a inteligência, as forças criativas de uma criança, dando-lhe também seus próprios limites, de modo que ela se sinta livre para pensar, sentir e julgar diferentemente de nós mesmos, ao mesmo tempo nos amando".

"A ética do humano, na medida do seu desenvolvimento, leva-o a identificar-se com todos os seres da criação. A ética não é a moral. A moral é um código de comportamento; a ética sustenta uma intenção na sua mira, ela é o desejo e o sentido que dele decorre. A moral, seja ela aplicada de forma agradável ou desagradável, seja ou não nociva para outrem, provém depulsões. A ética é assunto do sujeito, a moral é assunto do ego; o sujeito funda-se sobre o simbólico, enquanto que o ego está no imaginário, está a serviço do funcionamento."
Ler Françoise Dolto hoje, nestes artigos e conferências reunidos nesse livro, é encontrá-la livre, admirável, contemporânea. É sentir a força de uma ética que impele a se dirigir a todos, pais e educadores, defendendo a causa das crianças e colocando as aquisições da psicanálise a serviço da educação.
Prática, ela nos fala das crianças que encontrou em sua vida profissional e privada, enfrentando a realidade, em situações familiares que afetam seu equilíbrio: a chegada do irmão caçula, a separação ou odivórcio dos pias, o filho adotivo, o luto, os castigos, a idade dos pais, como formar a consciência de nosssos filhos, o significado do dinheiro, do roubo, os perigos da educação religiosa, das mães que se encontram nos predisiários (Fleury-Mérogis), o fracasso escolar...
Atenta, ela no põe na escuta das palavras, dos gestos, dos comportamentos, dos sinais que traduzem os sofrimentos infantis. Ela defende que jamais os adultos, sobretudo os pais devem mentir às suas crianças. Sempre dizer a verdade. Isso ajudará muito a criança a lidar melhor com a dor e o sofrimento.
Lembra-nos que a criança é "um ser linguagem, e que muitas das dificuldades encontram sua solução quando lhe são explicadas no momento adequado de seu desenvolvimento".
"Educar é suscitar a inteligência, as forças criativas de uma criança, dando-lhe também seus próprios limites, de modo que ela se sinta livre para pensar, sentir e julgar diferentemente de nós mesmos, ao mesmo tempo nos amando".

"A ética do humano, na medida do seu desenvolvimento, leva-o a identificar-se com todos os seres da criação. A ética não é a moral. A moral é um código de comportamento; a ética sustenta uma intenção na sua mira, ela é o desejo e o sentido que dele decorre. A moral, seja ela aplicada de forma agradável ou desagradável, seja ou não nociva para outrem, provém depulsões. A ética é assunto do sujeito, a moral é assunto do ego; o sujeito funda-se sobre o simbólico, enquanto que o ego está no imaginário, está a serviço do funcionamento."
segunda-feira, 9 de julho de 2012
"Para roma com amor" - Woody Allen - como sempre é divertido
To Rome with Love
- Gênero: Comédia
- Duração: 102 min.
- Origem: Estados Unidos, Espanha e Itália
- Estreia: 29/06/2012
- Direção: Woody Allen
- Roteiro: Woody Allen
- Distribuidora: Paris Filmes
- Censura: 14 anos
- Ano: 2012
O longa é dividido em quatro segmentos. Em um deles, um casal americano (Woody Allen e Judy Davis) viajam para Roma para conhecer a família do noivo de sua filha. Outra história envolve Leopoldo (Roberto Benigni), um homem comum que é confundido com uma estrela de cinema. Um terceiro episódio retrata um arquiteto da Califórnia (Alec Baldwin) que visita a Itália com um grupo de amigos. Por último, temos dois jovens recém-casados que se perdem pelas confusas ruas de Roma.
*********************************************************************************
Professora,
SOU ESPECIAL
Você já se perguntou o quanto você é especial? Há
muitas razões para isso.
Primeiramente pela minha existência.
Pelos meus entes e queridos amigos.
Pela presença de todos os animais.
Pelas coisas que a natureza me oferece.
Pela capacidade de perceber o ciclo da natureza (as estações do ano) e
da minha vida (mudanças biológicas e evolução do conhecimento).
Pela família, professores, amigos... que contribuíram pelo meu
crescimento humano, pessoal e profissional.
Pelas pessoas queridas que já partiram e delas guardo boas recordações
/ lembranças.
Pela minha saúde que me possibilita a fazer muitas coisas...
Pelo meu emprego, onde posso contribuir com meus ensinamentos e
continuar a aprender com meus colegas e com as crianças.
Pela capacidade de aprender e a conviver todos os dias com as pessoas
– família, trabalho, amigos... a respeitar os meus limites e dos outros, no seu
tempo e momento.
Pela capacidade de aprender a ouvir, a olhar, a dialogar, a sentir...
Pela capacidade de perceber meus erros e desejo de aprender com eles.
Torna-me cada vez melhor.
Pela convivência com nossas crianças, que me faz voltar a ser criança
todos os dias e pelo encantamento do seu mundo mágico, marcado pelas
brincadeiras, fantasias, criações, liberdade, despropósitos...
Pela vontade, envolvimento, dedicação, responsabilidade, compromisso
do meu trabalho em vê-las crescer todos os dias.
Pelas pessoas que me aguardam todos os dias, para receber o meu
abraço, beijo, afeto, conselho, orientação, ensinamento. A partilha das
alegrias, das tristezas, das esperanças... Estreitar os laços de confiança.
Pela minha amorosidade com o próximo.
Pelo meu livre-arbítrio. Poder fazer escolhas e tomar decisões.
Pela preocupação voltada ao cuidado da natureza, do Eu e do Outro.
Pela capacidade de lidar com as situações (im)previsíveis, como
desemprego, perda de entes queridos e amigos, separação, doença, etc.
Pelo valor atribuído às Ciências, pelas descobertas e inovações, que
tanto contribuem para minha vida e da humanidade.
Pelos recursos presentes que me auxiliam na construção de
conhecimentos.
Pelas pessoas e líderes que ajudaram na construção de uma sociedade
mais justa, fraterna e harmônica.
Pela capacidade de observar que a felicidade está nas coisas mais
simples.
Pela clareza de que a felicidade não depende necessariamente de
coisas, bens ou conquistas materiais (lógico que necessitamos disso). Mas deve-se
aproveitá-las com consciência. Se aproveitadas com equilíbrio, podem completar
a felicidade na vida de qualquer pessoa.
Pelo valor do silêncio. A busca do próprio Eu. A troca de energia pode
dar muito prazer e paz. Desfrutar de campos, praças, praias, casas de amigos,
músicas, filmes, peças de teatros, literaturas, etc.
Pelo direito de gozar minhas férias pelo cumprimento da minha jornada
de trabalho.
E pelo AMOR presente em mim e nas coisas que faço.
E pelas infinitas coisas que eu mesma posso colocar aqui.
Boas Férias!!!!
Um forte abraço!
São Paulo, julho – 2012.
Jean Carlo Mujollo (autoria - Ser Especial)sexta-feira, 25 de maio de 2012
Vale a pena asssitir ao filme "O que eu mais desejo" e a leitura do livro "Por favor, cuide da mamãe"
Flime : O que eu mais desejo

O Que eu Mais desejo, novo longa-metragem de Hirokazu Koreeda, é um desses belos exemplos que podemos trazer do lírico e poético cinema japonês, especialmente nos filmes que trabalham as relações humanas no mundo infantil. Até hoje sou visitado pelas imagens do maravilhoso Bom Dia de Yasujiro Ozu, uma obra que plasmou muitíssimo bem a infância no Japão pós-guerra, especialmente com a invasão da TV no país. Em O Que eu Mais Desejo, também temos uma história de dois irmãos, mas estes estão separados geograficamente. Com o divórcio dos pais, Ryu e Koichi (Ohshiro e Koki Maeda, também irmãos na vida real), moram cada um numa extremidade da ilha de Kyushu. Embora tenham muitos desejos, o que eles realmente querem é voltar à família que tinham, estar juntos novamente. E vão usar de diversas artimanhas para consegui-lo.
O Que eu Mais desejo, novo longa-metragem de Hirokazu Koreeda, é um desses belos exemplos que podemos trazer do lírico e poético cinema japonês, especialmente nos filmes que trabalham as relações humanas no mundo infantil. Até hoje sou visitado pelas imagens do maravilhoso Bom Dia de Yasujiro Ozu, uma obra que plasmou muitíssimo bem a infância no Japão pós-guerra, especialmente com a invasão da TV no país. Em O Que eu Mais Desejo, também temos uma história de dois irmãos, mas estes estão separados geograficamente. Com o divórcio dos pais, Ryu e Koichi (Ohshiro e Koki Maeda, também irmãos na vida real), moram cada um numa extremidade da ilha de Kyushu. Embora tenham muitos desejos, o que eles realmente querem é voltar à família que tinham, estar juntos novamente. E vão usar de diversas artimanhas para consegui-lo.
O que nos impressiona logo no início são as relações das crianças com os adultos, e também entre si. Ora muito infantis, ora muito adultas, essas relações, diálogos e desejos formam o corpo do roteiro, e antes que o público perceba, as preocupações são postas em segundo plano, e partimos para contemplar as atitudes e as sutis mudanças dos protagonistas e das personagens coadjuvantes. Ao final do filme, percebemos que a viagem de trem e o desejo que moveu todo um plano para que isso acontecesse foi uma espécie de ritual de passagem, o primeiro encontro desses pequenos com o mundo pouco amigável que os aguarda na vida adulta.
Produto de um país em constante reconstrução e de alta constituição tecnológica, O Que eu Mais Desejo é quase uma negação da robotização da infância e a prova de que as relações fraternas possuem um grande poder, superando tempo e distâncias. Embora o filme apresente alguns momentos fracos (em roteiro e composição técnica), o produto final é definitivamente positivo e certamente vai encantar a muitos espectadores. Vale a pena conferir.
O Que eu Mais Desejo (Kiseki / I Wish, Japão, 2011)
Direção: Hirokazu Koreeda
Roteiro: Hirokazu Koreeda
Elenco: Koki Maeda, Ohshirô Maeda, Ryôga Hayashi, Cara Uchida, Kanna Hashimoto, Rento Isobe, Hoshinosuke Yoshinaga, Hiroshi Abe, Yoshio Harada, Isao Hashizume
Duração: 128min.
Direção: Hirokazu Koreeda
Roteiro: Hirokazu Koreeda
Elenco: Koki Maeda, Ohshirô Maeda, Ryôga Hayashi, Cara Uchida, Kanna Hashimoto, Rento Isobe, Hoshinosuke Yoshinaga, Hiroshi Abe, Yoshio Harada, Isao Hashizume
Duração: 128min.
Indicação de leitura: "Por favor, cuide da mamãe"
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Pina Bausch: "Dança, dança, se não estaremos perdidos".
Direção: Wim Wenders
Ano: 2011
País de Origem: Alemanha / França / Reino Unido:
Indicado ao Oscar de 2012 como melhor Documentário
Quem foi Pina?

Ela revolucionou o mundo da dança. O “principal produto alemão de exportação“ dança e coreografa em todos os continentes. Mesmo assim, Pina Bausch – altamente talentosa e premiada – se mantém fiel à cidade de Wuppertal.
Os dançarinos em cena não dançam. Correm. Gritam e riem, contam piadas. Alguém derrama água e joga terra no chão do palco. Talvez até cresça grama ali. Piruetas velozes e pernas esticadas para o alto são coisas inexistentes numa encenação dessas. Mas seres humanos – pessoas vivas com medos, amor, tristeza e fúria. "O que me interessa não é como as pessoas se movem, mas sim o que as move”, resume Pina Bausch o propósito de seu trabalho. A artista que se veste permanentemente de preto e calça número 41 é considerada uma das coreógrafas mais importantes do século 20.
Embora a coreógrafa já tenha encenado mais de 30 peças e criado uma nova linhagem da dança, seu trabalho não se torna rotineiro e sempre está ligado a um certo risco. O medo não cessa: medo de fracassar, medo de não terminar a tempo. Afinal, "no princípio era o nada".
Sua carreira começou com aulas de balé. Nascida em 1940, em Solingen, filha de um dono de restaurante, Phillipine Bausch gostava de passar seu tempo debaixo da mesa. Ela costumava passar horas a fio no restaurante dos pais observando os fregueses. "Eu não queria ir para a cama."
Desde cedo se entusiasmou pela dança. As primeiras apresentações lúdicas com o balé infantil ocorreram em Wuppertal e Essen. Com 15 anos, iniciou sua formação de dança na Folkwangschule de Essen, fundada pelo célebre coreógrafo Kurt Joos.
Em seus trabalhos tardios, ela viria a conjugar inúmeros elementos de dança, música, linguagem e teatro. Mas, antes de mais nada, a estudante concluiu o curso de Dança e Pedagogia em Dança no ano de 1958. E viajou imediatamente depois aos Estados Unidos, após ter recebido um prêmio de distinção e uma bolsa de estudos da Folkwang.
"Special student" Pina Bausch
"Não me senti nem um pouco sozinha em Nova York", conta ela. Afinal, a "special student" Pina Bausch mal teria tempo para tal. Ela estudou com Antony Tudor e José Limón, dançou na Juillard School of Music e na Metropolitan Opera.
A pedido de Kurt Joos, a jovem dançarina retornou à Alemanha em 1962. E começou a dançar como solista no recém-fundado balé da Folkwang, apresentando-se em Amsterdã, Hamburgo, Londres e no Festival de Salzburgo. Na época, a dançarina ainda não pensava em encenar, embora seus primeiros trabalhos como coreógrafa viessem a surgir alguns anos depois.
Foi com uma bota de sete léguas que Pina Bausch avançou de suas primeiras encenações bem-sucedidas de teatro-dança até o posto de coreógrafa e diretora do corpo de baile de Wuppertal. Após ter recebido o primeiro prêmio num concurso de coreografia de Colônia, ela assumiu a direção do estúdio de dança da Folkwang. Bausch tinha 33 anos quando foi contratada para dirigir o Balé do Teatro de Wuppertal, em 1973.
A ruptura de tradições foi uma tarefa árdua, sobretudo num teatro subvencionado pelo Estado. Mas Pina Bausch não se deixou dissuadir de sua concepção de dança, para a qual não existem instruções de uso. Sua versão de Iphigenie auf Tauris (Ifigênia em Táuris), de 1974, foi recebida pela crítica como um dos acontecimentos mais importantes da temporada de dança.
Cavaleira da Legião de Honra
Com uma montagem de Brecht e Weill, Pina Bausch rompeu definitivamente com todas as formas tradicionais do teatro-dança em 1976. Ela se voltou para uma dança cênica obstinada e contundente, diretamente ligada ao teatro falado. Colagens de música popular, clássica, free jazz e enredos fragmentários culminaram numa nova forma de encenação, caracterizada por ações paralelas, contraposições estéticas e uma linguagem corporal incomum para a época.
Sua companhia se tornou a principal representante da dança da Alemanha Ocidental no exterior. Turnês em todos os continentes foram e continuam tendo uma recepção altamente entusiástica. Pina Bausch começou a acumular prêmios de todas as espécies, como o Prêmio Europeu de Teatro, o Praemium Imperiale japonês, a Cruz de Mérito do governo alemão, a condecoração da Legião de Honra, apenas para citar alguns.
Sua comunidade internacional de fãs continua crescendo e se reúne em Wuppertal, o novo local de peregrinação do teatro-dança. Nos palcos internacionais, a companhia de Bausch já se apresentou em co-produções com universidades de dança dos Estados Unidos, do Hong Kong Arts Festival, da Expo 1998 em Portugal, do Theatre de la Ville de Paris e muitos outros.
Cada montagem é única
Apesar dos êxitos das últimas décadas, a coreógrafa e dançarina prossegue seu trabalho incansavelmente. "A única coisa a fazer é realizar o trabalho junto com os dançarinos, de modo que cada apresentação seja um prazer. E isso tem que ser retrabalhado todas as noites."
Pina passou a dançar no outro mundo em 2009 em decorrência do câncer. Faleceu ao 68 anos.
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